GRAAL CHRISTIAN DE MONTELLA PDF

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Author:Mejas JoJorisar
Country:Myanmar
Language:English (Spanish)
Genre:Travel
Published (Last):19 May 2010
Pages:183
PDF File Size:7.69 Mb
ePub File Size:7.21 Mb
ISBN:612-6-81588-279-1
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Assim que um prato acabava de ser servido aos co- mensais da grande mesa do banquete, os varletes leva- vam os restos para a gente do povo sentada na sala. Nin- gum ousava lutar ou se empurrar para obter os melho- res pedaos. Mas cada um agarrava o que lhe era ofereci- do como se lhe fosse devido e enfiava-lhe os dentes na mesma hora. O mendigo disse a si mesmo que aqueles homens e aquelas mulheres eram parecidos com lobos.

O que o acordou? Quem pode saber? Quando a noite j ia bem avanada e as tochas e os castiais tinham sido renovados, o homem magro teve um sobressalto e ergueu-se de uma vez s, com o nariz no ar, aspirando o aroma dos javalis e da caa. Ps-se de p, empurrou os que lhe atrapalhavam a passagem e conseguiu com algu- ma luta uma lebre assada, antes de tornar a se sentar jun- to do mendigo com um suspiro de satisfao.

O mendigo balanou a cabea amistosamente e perguntou: Eu tive um nome, o que os meus pais me deram. Esqueci qual era. Agora, me chamam de Comemorte. Enfiou os dentes no pedao de lebre assada. E eu lhe provo: vou devorar at o osso deste manso coelhinho, que no me fez nada, mas que me ali- 47 menta.

E voc, como se chama? Eu no sou ningum disse o mendigo. Mas ningum tem um nome? O mendigo no teve que responder. O banquete da rainha, dos pretendentes e dos cavaleiros do reino chega- ra ao fim naquele momento. Foi depois de um gesto da rainha que o arauto soprou sua trombeta. O povo volta parou de roer os restos dos senhores. Um grande silncio se fez. Todo mundo compreendeu que o que estava sen- do esperado, o que tinham vindo ver, o concurso de ar- queiros, ia comear. A rainha se levantou.

Seu filho, Dorin, imitou-a. Ela disse: O costume a lei. A lei o costume. O melhor arqueiro do mundo ser Dorin segurou sua mo e a apertou. Que sejam trazidos os arcos!

Enquanto tornava a se sentar e seu filho lhe falava no ouvido, sete varletes entraram na sala, cada um carre- gando um arco e uma aljava com sete flechas. Malangre- nant foi o primeiro a deixar seu lugar na mesa e saltar do estrado. Com um sorrisinho torto, aproximou-se dos var- letes, examinou desconfiadamente os arcos, as flechas e virou-se finalmente para a rainha: 48 A senhora escolheu para ns, Helena, armas de gigante. Submeti-me ao costume disse a rainha.

Cada arco deve ter o mesmo tamanho do arco do rei Ban, herdado por ele de seus ancestrais. Compreendo respondeu Malangrenant. Mas posso ver esse arco? O arco de Ban foi talhado na madeira de um ve- lho carvalho sob o qual Jos de Arimatia, a caminho de Logres e transportando o Graal, descansou, h mais de quatrocentos anos.

Os arcos dos pretendentes nada mais so do que cpias. Pois bem, quero ver com meus prprios olhos o original. O arco primordial, digamos assim. Como quiser. A rainha fez um sinal para o filho. Dorin, imedia- tamente, bateu palmas. Dois varletes que at ento tinham ficado no escuro, atrs da mesa do banquete avanaram. Carregavam um arco de uma madeira escure- cida e quase lignificada pelo tempo, maior do que o mai- or dos homens. Com um outro gesto, a rainha ordenou- lhes que o levassem a Malangrenant.

O qual parou de sorrir quando a arma lhe foi dada. O arco de Ban pesava demais na sua mo. Como se os prprios sculos e toda a linhagem de Ban pesassem jun- 49 tos com todo o peso de sua tradio, de sua legitimidade reclamada por aquele que tinha a pretenso de ser o novo possuidor.

Malangrenant devolveu o arco aos varletes. Enco- lheu os ombros. No mais um arco. No mais carvalho, j vi- rou pedra. Ningum conseguiria atirar uma flecha com Aceita o desafio? Bem melhor, bem mais: eu o quero, eu o exijo!

Muito bem. Com um amplo gesto das duas mos, a rainha man- dou se levantarem os outros cinco pretendentes. Eles desceram do estrado. Todos querendo dar a impresso de gracejar, eles se aproximaram dos varletes. Pareciam muito nervosos. Escolham suas armas! Malangrenant foi o primeiro a decidir. Os outros, aps algumas trocas de rplicas que pretendiam ser hu- morsticas, terminaram fazendo suas escolhas.

A rainha levantou a mo, com a palma aberta diante dela: o arauto soou a trombeta. Estamos aqui ela declarou por um Julga- mento de Deus! O costume e a lei de Bnoc disseram: o melhor dos arqueiros ser o novo senhor do reino! Eu 50 digo, na minha qualidade de rainha e regente: Obede- am ao costume e lei, obedeam a Ban e a seus ances- trais, senhores que desejam seu reino!

Malangrenant e os outros cinco pretendentes, com um arco na mo, se posicionaram na frente dos alvos de palha tranada. Com a ajuda de um longo pincel de tojo, um varlete traou sobre os ladrilhos da sala uma linha cor de sangue. Os seis arqueiros se colocaram atrs dessa linha, a cem cvados dos alvos.

Malangrenant, por sua vez, colocou-se diante do sexto alvo. A gente do povo observava em silncio aqueles seis homens, dos quais um, quando sete flechas tivessem sido disparadas, se tornaria seu amo e senhor. Eles no ti- nham nenhuma preferncia. A no ser que Malangrenant perdesse, pois ele lhes parecia o pior amo e senhor poss- vel. Embora tambm, desgraadamente, o mais provvel. Os varletes se alinharam atrs dos pretendentes. E- les seguravam as aljavas.

Os pretendentes foram escolher a primeira das sete flechas do desafio. Malangrenant revi- rou a sua por muito tempo entre os dedos, assegurando- se de seu equilbrio e verificando sua empenagem. Estamos prontos! O desafio nos aguarda! Ele sorriu, debochado, examinou seus cinco adver- 51 o vencedor que lhe fala, Helena!

Eu serei o seu rei, a senhora ser minha esposa! Prepare-se para esta felicidade! Riu outra vez e ajustou a primeira flecha em sua arma. Os pretendentes, com um p sobre a linha verme- lho-sangue, uma flecha em uma mo, o arco na outra, suspenderam qualquer outro gesto. Resta o ltimo alvo ela prosseguiu. O alvo daquele que, nobre ou no, ousar! Houve um longo silncio na sala. Os homens se en- treolharam. Quem ousa? Todos baixaram os olhos.

Nenhum, fora um ou ou- tro caador furtivo, jamais sustentara um arco. A rainha repetiu, mais alto: Quem ousa? Dorin se levantou de repente, longo, magro e frgil. Abriu a boca e, enquanto nos seus lbios se formava uma palavra: Eu ouso! Era o mendigo. Ele claudicou at o meio da sala, 52 A rainha segurou a mo do filho.

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