DEXAMETASONA COMO ANTIEMETICO PDF

Porm, atualmente modelos matemticos tais como nmero necessrio para tratar NNT e reduo do risco relativo RRR tm sido teis para a deciso de que medicao utilizar para a profilaxia. O objetivo deste estudo foi verificar se a dexametasona, comparada metoclopramida, reduz a incidncia de vmitos, quando administrada por via venosa em crianas anestesiadas com sevoflurano em cirurgias peditricas ambulatoriais. Como medicao pr-anestsica foi utilizado midazolam por via oral. Para a induo e manuteno da anestesia foram utilizados sevoflurano, xido nitroso e fentanil 1 g.

Author:Masar Arashik
Country:Bahrain
Language:English (Spanish)
Genre:Health and Food
Published (Last):18 December 2006
Pages:134
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ISBN:814-8-27429-705-9
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Porm, atualmente modelos matemticos tais como nmero necessrio para tratar NNT e reduo do risco relativo RRR tm sido teis para a deciso de que medicao utilizar para a profilaxia. O objetivo deste estudo foi verificar se a dexametasona, comparada metoclopramida, reduz a incidncia de vmitos, quando administrada por via venosa em crianas anestesiadas com sevoflurano em cirurgias peditricas ambulatoriais.

Como medicao pr-anestsica foi utilizado midazolam por via oral. Para a induo e manuteno da anestesia foram utilizados sevoflurano, xido nitroso e fentanil 1 g. Foram analisadas as incidncias de vmitos nas primeiras 4 horas de ps-operatrio PO , entre 4 horas e 24 horas de PO, o NNT de ambas as medicaes utilizadas e a RRR da dexametasona em relao metoclopramida.

O NNT da dexametasona foi 3,25 e o da metoclopramida foi 15, CONCLUSES: A dexametasona reduz, de forma mais eficiente que a metoclopramida, a incidncia de vmitos quando utilizada durante a induo de anestesia com sevoflurano associado ao xido nitroso e fentanil. Currently, however, mathematical models, such as number necessary to treat NNT and relative risk reduction RRR , have been useful in the decision of which medication to use for prophylaxis. This study aimed at verifying whether dexamethasone, as compared to metoclopramide, decreases the incidence of vomiting when intravenously administered to children anesthetized with sevoflurane for ambulatory pediatric surgeries.

They were premedicated with oral midazolam. Anesthesia was induced and maintained with sevoflurane, nitrous oxide, and 1 g. The following parameters were evaluated: incidence of vomiting in the first 4 postoperative hours PO , incidence of vomiting between 4 and 24 PO hours, NNT of both medications and RRR of dexamethasone as compared to metoclopramide. The number necessary to treat NNT for dexamethasone was 3. CONCLUSIONS: Dexamethasone is more effective than metoclopramide in decreasing the incidence of vomiting when used during anesthetic induction with sevoflurane associated to nitrous oxide and fentanyl.

Doutorado em Medicina pela Universidade de Birmingham, Inglaterra. Graduada em Matemtica. Graduada em Farmcia e Bioqumica. Farmacutica da Secretaria Municipal de Sade de Joinville 5.

Coordenador do Servio de Anestesiologia de Joinville 6. Antonio Bedin R. SC E-mail: abjoi uol. Estas complicaes so causas comuns de retardo na alta aps a recuperao anestsica, ansiedade, desidratao e distrbios metablicos em pacientes submetidos a cirurgias ambulatoriais 2,3. Embora a incidncia de vmitos ps-operatrios em crianas seja maior que em adultos, a administrao profiltica de antiemticos controversa 1,2 , alguns autores recomendam, outros afirmam que no deva ser rotineiramente utilizada porque a maioria dos agentes comumente empregados apresentam efeitos adversos como sedao, cefalia, agitao ou sintomas extrapiramidais 1,2.

A utilizao da metoclopramida como antiemtico profiltico freqente, porm este agente possui limitaes devido baixa eficincia e possibilidade de ocorrncia de efeitos colaterais indesejveis tais como sintomas extrapiramidais 2. A dexametasona um corticosteride de baixo custo, baixa incidncia de efeitos colaterais, efeito antiemtico prolongado em pacientes oncolgicos e reduz acentuadamente a incidncia de vmitos ps-operatrios VPO em crianas submetidas a amigdalectomias 2.

Entretanto, o nmero de estudos com a dexametasona na profilaxia de VPO ainda pequeno, principalmente os relacionados a cirurgias peditricas ambulatoriais tais como herniorrafias inguinais Recentemente, alguns modelos matemticos tm passado a fazer parte da pesquisa clnica para tornar mais prtica a difcil deciso de utilizar ou no uma medicao.

Estes modelos matemticos, tais como nmero necessrio para tratar NNT e reduo do risco relativo RRR , auxiliam a tornar mais clara a eficincia de uma determinada medicao O objetivo desta pesquisa foi avaliar a hiptese de que a dexametasona mais eficiente do que a metoclopramida na reduo da incidncia de vmitos ps-operatrios, quando utilizada durante a induo em anestesias com sevoflurano associado ao xido nitroso e fentanil em crianas submetidas a procedimentos cirrgicos ambulatoriais.

Foram includas crianas de 11 meses a 12 anos, estado fsico ASA I ou II, do sexo masculino, com exame parasitolgico de fezes negativo, sem histria pregressa de vmitos ps-operatrios em cirurgias anteriores ou cinetose, que foram submetidos herniorrafia inguinal em carter ambulatorial, sob anestesia geral tcnica padronizada.

Para a elaborao das tabelas de alocao para distribuir os pacientes neste estudo foi utilizada a funo nmero aleatrio do programa Microsoft Excel XP. A medicao pr-anestsica constou de midazolam 0,3 mg. A induo foi feita com sevoflurano, fentanil 1 g. Infiltrao no local da inciso com bupivacana at 2 mg. Aps a alta foi prescrito paracetamol 10 mg.

Quando ocorreram vmitos no ps-operatrio foi utilizado ondansetron g. As variveis analisadas foram ocorrncia de vmitos nas primeiras quatro horas de ps-operatrio sendo vmito definido como expulso de contedo gstrico , ocorrncia de vmitos mltiplos nas primeiras quatro horas de ps-operatrio definidos como episdios de vmitos distintos observados em intervalos superiores a cinco minutos e ocorrncia de vmitos nas primeiras 24 horas de ps-operatrio verificados atravs de contato telefnico.

Foram avaliados os efeitos colaterais da metoclopramida sedao, inquietao, diarria, agitao, depresso do sistema nervoso central , da dexametasona epigastralgia, ansiedade, insnia e necessidade de internao por vmito ps-operatrio. A caracterizao da populao estudada foi feita pela estatstica descritiva mdia e desvio- padro. O programa utilizado foi o Excel XP. Tabela I. Trs pacientes no grupo D e dois no grupo M necessitaram intubao traqueal, porm nenhum deles apresentou VPO dentro de 24 horas.

No houve diferena significativa com relao aos itens massa corporal, altura, idade, tempo cirrgico e tempo entre o trmino da cirurgia e a alta hospitalar tempo de recuperao ps-operatria entre os grupos pelo teste t de Student para duas amostras Tabelas I e II.

Todos os pacientes que apresentaram vmitos aps a alta estavam entre aqueles que j haviam apresentado vmitos nas primeiras quatro horas de ps-operatrio. No houve necessidade de internao por VPO.

O nmero necessrio para tratar NNT da dexametasona foi 3,25 e o da metoclopramida foi 15,66 Figura 5. O vmito caracterizado por contrao espasmdica do diafragma, parede muscular abdominal, msculos respiratrios e parede torcica, seguido pela expulso de contedo gstrico atravs da boca como resultado dessa contratura da parede abdominal, diafragma e abertura do crdia A nusea um fenmeno difcil para a criana descrever e por este motivo a maioria dos estudos com populaes peditricas tem considerado apenas vmitos.

Isto explica algumas das diferenas encontradas nos re sultados de estudos feitos com crianas e adultos 4, O centro do vmito, localizado na formao reticular do tronco enceflico, controla e coordena o complexo processo do vmito. Esta rea recebe impulsos de outras regies dentro do sistema nervoso central, incluindo a rea quimiorreceptora do gatilho, cerebelo, sistema vestibular, centros corticais e do ncleo do trato solitrio 3.

Estas reas so ricas em receptores serotoninrgicos, muscarnicos, histamnicos, opiides e dopaminrgicos. O bloqueio destes receptores tem sido postulado como mecanismo de ao das drogas antiemticas. O impulso eferente do centro do vmito segue via nervo frnico e nervos espinhais da musculatura da parede abdominal durante o ato do vmito 3,13,14,.

Um grande nmero de fatores contribui para a incidncia de VPO, e nem todos podem ser controlados pelo anestesiologista. Pacientes peditricos apresentam incidncia maior de VPO que a populao adulta 2, Durante a infncia a incidncia de VPO igual entre os sexos feminino e masculino, mas aps a adolescncia, a incidncia de VPO maior entre as mulheres. Pacientes que recebem medicao pr-anestsica e esto mais calmos no incio do procedimento cirrgico apresentam menor incidncia de VPO 2.

Estudos anteriores haviam sugerido que pacientes obesos apresentavam maior possibilidade de VPO 2. Entretanto, dados atuais no demonstram relao entre obesidade e incidncia aumentada de VPO 3. Pacientes fumantes adultos apresentam menor incidncia de VPO, mas no existem dados disponveis sobre a incidncia de VPO em crianas que convivem com adultos fumantes 2. Certos procedimentos cirrgicos esto associados com alta incidncia de VPO, como cirurgia de estrabismo, ouvido, nariz e garganta, operaes sobre o ouvido mdio, amigdalectomias, orquidopexias e cirurgias craniofaciais.

Opiides, xido nitroso, anestsicos volteis e anticolinestersicos aumentam a incidncia de VPO. Entretanto certos anestsicos venosos, como o propofol, diminuem a incidncia de VPO. Estudos tm demonstrado que existe uma correlao entre a intensidade da dor e a incidncia de VPO em crianas 2. Na sala de recuperao movimentos bruscos podem desencadear VPO. O horrio da primeira ingesta, aps a interveno cirrgica, pode influenciar a incidncia de VPO durante o perodo de recuperao 2.

A probabilidade de VPO em adultos pode ser estimada pelo nmero de fatores de risco associados como sexo feminino, histria prvia de VPO ou cinetose, no fumante e opiides na analgesia ps-operatria.

Entretanto, em crianas, os fatores preditivos apresentam somente uma vaga correlao com as inciRevista Brasileira de Anestesiologia Vol. Muitas medicaes tm sido utilizadas na profilaxia de VPO, aps sua eficcia ter sido estabelecida em estudos clnicos 9. A escolha da medicao deve ser baseada na evidncia de sua eficincia, perfil de baixos efeitos colaterais e baixo custo 1,9. O mecanismo bsico de ao da metoclopramida facilitar a liberao da acetilcolina dos neurnios entricos.

Esta ao pode ser mediada por uma variedade de mecanismos. A supresso de interneurnios inibitrios pelo antagonismo dos receptores 5-HT 3 e a estimulao dos neurnios excitatrios por receptores 5-HT 4 podem ocorrer.

Ametoclopramida antagonista da dopamina D2. A metoclopramida em doses elevadas 1 a 2 mg. Em doses bem mais baixas 0,1 a 0,2 mg. Estas doses foram utilizadas em uma tentativa de diminuir os efeitos sedativos e a incidncia elevada das reaes distnicas associadas com as doses empregadas em VIQ. Mesmo quando utilizada em doses baixas, as crianas parecem mais predispostas a estes efeitos colaterais do que os adultos.

A eficincia relatada da metoclopramida, quando administrada nas doses mais baixas usadas para VPO, muito varivel 2. Um grande nmero de fatores pode contribuir para resultados inconsistentes, incluindo a via de administrao, tipo de procedimento cirrgico e diferenas na tcnica anestsica. Em razo da meia-vida curta da metoclopramida, improvvel que a administrao durante a induo da anestesia possa produzir algum efeito antiemtico aps o perodo de emergncia 2,3.

Revises sistemticas tm questionado a eficincia da metoclopramida na dose de 10 mg em adultos 4. Uma reviso sistemtica afirmou que para uma dose de g. Os corticosterides, particularmente a dexametasona, foram usados no VIQ por muitos anos. Porm, o mecanismo exato ou mecanismos de ao dos corticosterides na preveno da nusea ou na profilaxia do vmito desconhecido; sugere-se o antagonismo de prostaglandinas, a liberao de endorfinas, e a depleo do triptofano. Entretanto, no se conhece se estes efeitos so perifricos ou mediados centralmente 2.

A dexametasona demonstrou diminuir a incidncia de VPO, quando administrada profilaticamente. As doses mais freqentemente estudadas nos adultos foram de 8 mg a 10 mg por via venosa. Nas crianas as doses tpicas variaram de 0,1 mg.

Entretanto, provvel que Revista Brasileira de Anestesiologia Vol. A administrao de 10 mg de dexametasona venosa antes da induo da anestesia foi mais eficaz do que 10 mg administrados no fim da cirurgia para evitar VPO durante as primeiras duas horas de ps-operatrio 1,2.

O ideal, em termos estatsticos, comparar a medicao antiemtica com um grupo controle em que utilizado placebo na profilaxia de vmitos ps-operatrios. Porm, no justificvel, por razes ticas, a negao de profilaxia e tratamento, quando um estudo de metanlise j tenha quantificado anteriormente o efeito de um antiemtico, sendo aconselhvel comparar o novo antiemtico a um antiemtico com evidncia j estabelecida 9.

A metoclopramida um agente antiemtico utilizado h mais de quarenta anos 4 , apesar de sua eficincia ser questionada atualmente 1,4, Adexametasona um agente utilizado como antiemtico em pacientes oncolgicos h mais de dez anos, porm o nmero de estudos realizados na profilaxia de vmito em ps-operatrio em crianas ainda pequeno 1,2,9, Modelos matemticos tais como reduo do risco relativo e nmero necessrio para tratar so exemplos de como a matemtica pode ser til na tomada de decises em Anestesiologia.

A reduo do risco relativo expressa em porcentagem 6,7. A compreenso dos trabalhos sobre VPO melhorou quando foi estendido o uso dos conceitos de reduo de risco relativo e de nmero necessrio para tratar a este campo de estudo.

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Over time, various medications have been developed to prevent the nausea and vomiting associated with chemotherapy. Chemotherapy-induced nausea and vomiting. Antiemetlco Center Support Center. The medication most commonly prescribed above the recommended dose was dexamethasone, i.

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Akirisar Based on this proposal, recommendations were developed to standardize the prophylactical use of antiemetics. Between January and Novemberprescriptions for patients were evaluated. American Society of Clinical Oncology. Treatment of postoperative nausea and vomiting: We do not intend to define the clinical practice in our country in absolute terms, but our results are consistent with literature data, and altogether demonstrate that much can be done to bring the clinical practice closer to evidence-based medicine. Much of the stigma related to malignant neoplasms is due to the side effects of the treatment, particularly nausea and uncontrollable vomiting. Evaluations were made until discharge from the PACU and included presence of PONV, degree of sedation, and other potential adverse effects of the study drugs.

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